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Táticas no Ciclismo

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As principais conquistas que eu tive enquanto competia como atleta profissional foi no Mountain Bike Cross Country, uma modalidade que depende menos da estratégia de equipe quando comparado ao ciclismo de estrada. Esta afirmação esta baseada na dificuldade técnica dos circuitos associado às características individuais.

Eu, por exemplo, sempre gostei de percursos repletos de singles tracks e com muitas subidas, pois consigo desempenhar muito bem nestas condições. Neste tipo de situação é mais difícil os atletas conseguirem se manter juntos, por isso torna-se bastante individual.

No entanto, nas competições de Mountain Bike maratona o trabalho de equipe acontece com mais freqüência, foi assim com Odair Pereira e Edivando de Souza Cruz, alguns dos meus ex-companheiros de equipe. “Segurar o pelotão”, buscar uma fuga, proteger o companheiro durante a prova para que chegue descansado nos trechos de maior dificuldade do percurso são algumas das ações consideradas coletivas.

Não pensem que é algo extremamente simples fazer uma equipe competir taticamente da maneira correta, pois os atletas têm que conhecer as limitações e as qualidades dos companheiros, saber qual o tipo de ação executar o momento certo e ter algo que eu considero fundamental, a comunicação eficaz.

A UCI proibiu a utilização de rádios nas competições de ciclismo ciclistas de estrada e, com isso, as instruções do técnico serão limitadas e o papel dos “líderes” dentro do pelotão terá maior importância.

Na segunda etapa da Claro 100K (prova de ciclismo de estrada) competi, a convite do meu treinador (Helio Souza), na categoria escuderia representando a HE TREINAMENO ESPORTIVO. Para esta categoria o regulamento da competição é que a equipe tem quer ser composta de 4 ciclistas, que não estejam federados na categoria elite em 2010 e o tempo final da equipe será o da sexta roda, ou seja, o terceiro ciclista que completar o percurso. Diante disso, eu e mais três jovens atletas partimos para o desafio de completar 6 voltas num percurso com muitas subidas. Antes da largada traçamos as estratégias juntamente com o Helio Souza e nosso objetivo foi o de completarmos todos juntos e todo esforço individual deveria ser em prol do grupo. Logo na primeira volta dois atletas da escuderia caíram e eu segui no pelotão principal juntamente com o outro integrante, o que fez distanciarmos uns os outros.

No início da segunda volta o Helio pediu para que eu esperasse os demais integrantes, pois a única chance de recuperarmos o tempo que ficamos para trás seria revezando e pedalando como equipe. Quando conseguimos unir os quatro integrantes da escuderia iniciamos uma perseguição e foram aproximadamente 2 horas de muito esforço, mas a nossa vantagem foi que éramos os únicos que estávamos pedalando em conjunto.

Quando terminarmos a prova não sabíamos do resultado, pois eram muitos atletas chegando sem seus companheiros de equipe e não sabíamos qual escuderia tinha completado com pelo menos 3 integrantes. Passado alguns minutos recebemos a notícia que ganhamos e tenho certeza que tudo isso foi possível graças ao trabalho de equipe, a união entre os integrantes, a comunicação durante prova, o esforço direcionado para o coletivo, tudo isso que relatei neste texto.