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Ciclismo Dilletanti

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No ciclismo italiano a categoria diletante é aquela formada por jovens atletas de idade superior aos 19 e inferior aos 26. Essa categoria se divide entre Under 23, atletas ate 23 anos, e Elite para os que estão entre 23 e 26 anos.

Nas provas dedicadas a categoria Under 23, somente os atletas com menos de 23 anos podem correr, já nas provas Elite/Under 23 podem participar sejam os mais novos que os mais velhos.

Dezenas de equipes direcionam todos seus investimentos anuais para essa categoria, formando times de 12 a 20 atletas para preencher o longo calendário italiano, que conta com mais de 200 provas durante uma temporada, contando com clássicas de um dia, voltas por etapas, provas com montanhas, além de muitas delas contar com chegadas no sprint final, dando grandes oportunidades para cada tipo de atleta explorar suas melhores características.

Em poucas palavras uma grande vitrine mundial, em que os melhores atletas internacionais batalham por vitórias e a possível chance de passar para o mundo do ciclismo Profissional (categoria máxima dessa modalidade).

Acredito muito na importância dessa categoria, uma passagem fundamental na formação de todo ciclista que sonha um dia correr as maiores provas internacionais. Considero essencial na formação do ciclista passar pela categoria diletante, é principalmente nesta fase da carreira que os atletas são avaliados durante as provas e muitos acabam sendo direcionados para as equipes profissionais.

Nessa categoria a Federação Italiana de Ciclismo criou regras onde cada time deve se enquadrar para conseguir obter a licença. Uma delas, por exemplo, é que toda equipe pode ter somente um atleta não italiano entre seus contratados para a temporada, uma maneira curiosa que a FCI encontrou para assegurar o crescimento dos próprios ciclistas italianos, que já há alguns anos estavam sendo frequentemente substituídos por estrangeiros, algumas equipes chegavam a ter a metade de seu time formado por atletas vindos de outros países.

Outra curiosidade é o número máximo de atletas por competição, esse número não pode ser superior a 200 participantes, seja em provas regionais, nacionais ou internacionais, dessa forma o pelotão fica controlado e os atletas têm maior segurança durante a prova.

Antes de passar profissional em 2001 com a equipe Lampre-Daikin corri dois anos nessa categoria (1999 e 2000), assim foi também com meu amigo e companheiro Murilo Fisher nos anos de 2001 e 2002, antes de assinar com a Domina-Vacanze.

Atualmente o Brasil possui três jovens atletas de muito talento correndo legalmente nessa categoria do ciclismo Italiano, os paranaenses Rafael Andriato e Carlos Manarelli, além do sergipano Gideoni Monteiro. Nomes já conhecidos nas categorias de base do ciclismo brasileiro, atualmente já estão sendo respeitados e muito bem vistos no pelotão internacional.

São frutos da nova geração do ciclismo brasileiro conquistando espaço e demonstrando que no futuro poderão trazer muitos resultados ao nosso esporte.

Colaboração: Revista Pedal

Por: Luciano Pagliarini
Coluna: Sprint Final
Imagens: Divulgação