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Sprint Final

Sprint Final com Luciano Pagliarini

Mais uma grande parceria é fechada para o site CiclismoBR, desta vez será uma coluna periódica falando sobre o mundo do ciclismo em geral, como as principais competições, treinamentos, alimentação e tudo que envolve esse esporte tão querido.

Para comandar essa nova coluna nada mais nada menos que a grande estrela do Brasil que brilha na Europa a mais de 11 anos, Luciano Pagliarini terá o prazer de junto conosco estar trazendo a você internalta as mais quentes novidades, mantendo sempre os leitores informados dos mais variados assuntos do ciclismo.

Conheça um pouco mais sobre Pagliarini:

Primeiros passos - Aos três anos de idade, Luciano aprende a pedalar. Nasce, ali, a paixão pelas bicicletas. No começo, inspirado pelo irmão mais velho, Luiz Augusto, o bambino Luciano, no sossego de uma cidade do interior, pula rampas, invade terrenos vazios, explora trilhas e só voltava pra casa à noite. Entre os 8 e 9 anos, começa a participar de competições regionais. Tudo na base da brincadeira - mas já vence a maioria delas.

Bendito sorteio - Quando tinha 14 anos e já morava em Londrina, terceira maior cidade do Sul do Brasil, o seu pai, Luiz Pagliarini, ganha uma montain bike num sorteio. Na época, o montain bike estava na moda, e andar de bicicleta passa a ser a principal atividade de Luciano nos fins de semana, quando percorre trilhas ao lado de outros bikers londrinenses.

O início - Em 1993, participa de uma competição regional. Foi quando conheceu José Luiz Vasconcellos, atual presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo, que o incentiva a levar a sério o esporte. No mesmo ano vence o Campeonato Paranaense de montain Bike. A partir daí, Luciano passa a investir na carreira de atleta.

Na seleção júnior - Em 1994, Luciano ganha sua primeira bicicleta speed de estrada (uma Bernardi 16 marchas) e, com ela, começa a correr provas de estrada, sem abandonar a montain bike. Logo é convocado para a Seleção Paranaense de Ciclismo de Estrada. Naquela época, competia pela Point 700, equipe que lhe garantia uma estrutura mínima para participar de competições. Durante um mês, Luciano treina com a Seleção Brasileira Júnior, o que lhe rende uma medalha de ouro no Campeonato Brasileiro daquela categoria.

Agora, na Caloi - Em 1996, seu último ano na categoria júnior, Luciano obtém resultados recordes na história do Campeonato Brasileiro. Foram sete medalhas - seis de ouro e uma de prata. Com a seleção júnior, Luciano participa do Pan-Americano do Uruguai, onde conquista duas medalhas de prata e duas de bronze. Ainda em 96, Luciano é convocado para o Grupo de Elite da Seleção Brasileira, com quem viaja para o pan-americano da Venezuela. Esses resultados rendem um convite da equipe Caloi, a mais importante e bem estruturada do Brasil. Em 1997, defendendo as cores da nova equipe, Luciano vence 17 das mais importantes provas do calendário nacional.

Ano de ouro - Em 1998, Luciano Pagliarini vence 38 provas e participa de importantes competições também fora do País. Defende o Brasil nos Jogos sul-americanos do Equador e no pan-americano disputado em Americana, cidade do interior do Estado de São Paulo. É o único brasileiro a ganhar uma medalha naquela disputa.

Na IMA - No final de 98, Luciano vence a Seletiva Olímpica, no Rio de Janeiro. A prova conta com equipes de vários países, entre elas uma italiana. Um colega, Renato Ferraro, o coloca em contato com Ivan Parolin, um dos dirigentes da equipe IMA da Itália, com quem assina contrato para competir no ano seguinte. Em fevereiro de 99, Luciano desembarca na Itália como novo integrante da IMA Cadore Carla Travel de San Donà di Piave, equipe da categoria diletante.

A adaptação - O inverno europeu é apenas uma das muitas dificuldades que o ciclista brasileiro enfrenta na Itália. Passado o período de adaptação, os resultados começam a surgir. A primeira vitória foi fundamental para Luciano compreender que podia perfeitamente brigar pelas primeiras posições ao lado dos melhores do mundo. A temporada é concluída com cinco vitórias e um grande desempenho nos Jogos pan-americanos de Winnipeg (Canadá) e no Mundial B no Uruguai, onde chegou em 8º lugar, conquistando uma vaga para o Brasil na Olimpíada de Sydney-2000.

O marco - O ano de 2000 é um marco na carreira do atleta. Em janeiro, Luciano vence o tradicional Torneio de Verão em Santos, antes de retornar à Itália para continuar competindo pela equipe IMA. Na seqüência da temporada, acontecem outras seis vitórias, as mais importantes do calendário diletante. A partir daí começam os interesses de equipes profissionais na jovem promessa do ciclismo brasileiro.

O salto/ Lampre - Com as vitórias, surgem os primeiros contatos para o salto ao profissionalismo. Luciano é submetido a testes físicos de potência e assina contrato com a Lampre. Os dois primeiros anos são de dificuldades para adaptação, já que o ciclismo profissional se diferencia muito do ciclismo diletante. As provas são mais longas, exigem muito mais ritmo e, principalmente, experiência. Boas participações e bons resultados marcam os anos de 2000 e 2001, além de sua primeira participação no Tour de France e Vuelta Espanha.

A consagração - Mas é só em 2003 que Luciano pôde revelar suas qualidades de sprintista na categoria profissional. Em fevereiro, participa pela primeira vez da Volta da Malásia e vence três etapas no sprint final - recorde de vitórias consecutivas na história da competição. No mês seguinte vence a Clássica de Almeria na Espanha e torna-se o atleta mais vitorioso do início da temporada 2003. Quatro vitórias rendem a Luciano um novo contrato com a Lampre. Contente com os resultados, a equipe o coloca como primeiro sprintista para a temporada 2004.

2004 de emoções - Duas vitorias na Volta da Malasia batendo grandes do sprint como o italiano Ivan Quaranta e o campeao olimpico Gaerne Brown. Importante vitoria na Vuelta Murcia na Espanha batendo o alemao Erick Zabel num longo sprint final. Boa participaçao na mais importante classica italiana Milan-San Remo. Um ano marcado também por um azarado Giro di Italia onde no 17° dia sofre grave acidente durante a etapa. Apos recuperaçao o ano encerra com uma emocionante participaçao nas olimpiadas de Athenas e um marcante campionato do mundo em Verona, onde se destacou pelos mais de 130 kms percorridos em uma fuga solitaria.

Na Liquigas Bianchi - Trocam as cores da camisa a ser defendida! 2005 é ano de mudanças, novo contrato com a formaçao italiana Liquigas-Bianchi. Luciano entra como principal velocista da equipe, uma das poucas italianas inscritas na UCI Pro Tour, que conta com grandes nomes do ciclismo atual. Entre seus companheiros de equipe estao Danilo di Luca, Stefano Garzelli, Magnus Bakstedt.

Agora na Espanha - Mudanças fazem parte do cotidiano profissional. Em 2006 Luciano assina com a equipe espanhola Saunier Duval-Prodir. O contrato dessa vez é bienal e as expectativas sao altas! O ciclista permanece no seleto grupo da UCI Pro-Tour e o novo time aposta todas as fichas no sprint com o brasileiro Pagliarini, dando a ele a posiçao de principal velocista. No calendario as maiores competiçoes do circuito mundial, na bagagem 7 anos de experiencia como ciclista profissional, na vida pessoal muita motivaçao por voltar a trabalhar ao lado de amigos como Pietro Algeri, seu primeiro diretor esportivo profissional e Matteo Algeri, ex-ciclista e companheiro de pedal, hoje tambem seu diretor esportivo, o mais jovem entre as equipes do Pro-Tour.

O Renascimento - Por motivos de saúde e uma certa maré de azar, o ano começa lento para Pagliarini, que apesar do calendário cheio não encontra bons resultados no primeiro semestre da temporada. Mas é a partir de Julho que a estrada começa a clarear na carreira de Luciano e nos Jogos Pan-amenicanos do Rio de Janeiro o atleta conquista a medalha de bronze para o ciclismo brasileiro.
No dia 15 de Agosto nasce sua primeira filha Aurora, às 5h14min no hospital de Treviso. Dez dias depois Luciano conquistaria a vitória mais importante de sua carreira, uma etapa na Eneco Tour, vitória inédita de um brasileiro no circuito Pro Tour. No mês de Setembro as cores da bandeira verde e amarela voltam a brilhar no pódio, desta vez no Tour de Missouri, importante competição no calendário americano.
Chave de ouro no fechamento da temporada, Luciano renova seu contrato com a equipe Saunier Duval e ganha o posto de primeiro velocista da formação espanhola.

Bom filho a casa retorna - Após 11 anos de muito trabalho no ciclismo profissional na Europa, somando mais de 50 vitórias fora do Brasil, Pagliarini retorna ao Brasil.

Agora essa estrela também faz parte da equipe do site CiclismoBR com uma coluna atualizada periodicamente com notícias inéditas sobre tudo o que acontece no mundo do ciclismo.