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Diretor da Copa São Paulo de Ciclismo visita o Tour de France e a fábrica de Eddy Merckx na Bélgica

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Retornando ao Brasil nesse último final de semana, o comissário/árbirtro da FPC e um dos diretores da Copa São Paulo de Ciclismo, Prof. Alessandro Giannini, nos conta um pouco da sua experiência em ter prestigiado a última etapa do Tour de France, em Paris, e de sua ida à fábrica de bicicletas Eddy Merckx, do lendário multicampeão belga de ciclismo e maior ídolo da modalidade de todos os tempos.

Aproveitando a sua ida à Europa na viagem de lua-de-mel, Giannini realizou um sonho que pertence a todos que foram ou são ciclistas, ou que trabalham ou estejam envolvidos diretamente na modalidade, que é ver ao vivo a final da Volta Ciclística mais importante do mundo, e ter a oportunidade de ter contato com a fábrica de Eddy Merckx, apesar de ele não estar presente no dia da sua visita. Veja o relato de Giannini:

“No dia da etapa final do Tour, o clima que envolve o acontecimento da prova em Paris é uma coisa indescritível. Como é época de alta temporada, de verão europeu, os turistas que estão visitando a cidade naquele dia vindos de todas as partes do mundo, se aglomeram e se acotovelam para poder conseguir um pedacinho na grade para poder assistir a prova. Chegamos por volta das 11h e a chegada dos ciclistas vindos de Cretèil ao circuito em Paris estava prevista para as 16:30h. Ficamos ali aguardando ao lado de uns noruegueses, festeiros e beberrões, que cantavam músicas típicas e gritavam o nome de seus corredores. Por volta de duas horas antes da entrada dos ciclistas no circuito, ninguém mais sequer atravessava a rua. Ficamos ali próximo a saída do túnel, na esquina da Roda Gigante e em frente ao museu do Louvre, posso dizer que foi um lugar privilegiado, pois em toda a extensão do circuito, do Louvre à Champs Elysées, não havia sequer 30cm de grade para vc. poder se apoiar”, comenta Giannini, que conclui:

“A cerca de uma hora e meia antes dos ciclistas tomarem a avenida, todos os patrocinadores do Tour e da última etapa desfilaram seus carros por todo o circuito. É um verdadeiro carnaval. São praticamente “carros alegóricos” todos enfeitados, estilizados, com gente em cima simulando ciclistas, gente cantando, pulando, uma loucura. Os carros e os ônibus de todas as equipes participantes também desfilam. Nesse momento eu olhei pra trás e havia mais de cinco metros de gente atrás da gente aglomerada para poder ver alguma coisa. Encostar na grande então era impossível, a não ser que se tivesse chegado com muita antecedência como a gente fez. Os ciclistas deram oito voltas no circuito, e ao terminar a prova, subimos até a Champs Elysées onde uma multidão de gente de tudo quanto é país se aglomerava em toda a sua extensão para ver o desfile das equipes e dos seus  ciclistas participantes do Tour. Deu para ver de perto os maiores nomes e as principais equipes do ciclismo mundial da atualidade, o campeão do Tour Cadel Evans inclusive. Pena que faltou o nosso Murilo Fischer, que na edição desse ano não participou”, conclui Giannini.

Confira a galeria de fotos do Tour de France:

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Quanto a sua ida para a fábrica do Eddy Merckx na Bélgica, Giannini conta que ficou parcialmente frustrado pela ausência do grande “canibal”, apelido que carregava na sua época de corredor, mas que não diminuiu a satisfação da sua visita:

“Antes de falar sobre a minha ida à fábrica do Eddy Merckx, que fica num distrito próximo a Bruxelas, em Asse, divisa com Zellik, é interessante lembrar que em Bruxelas (capital) existe uma estação do metrô que leva o nome do Eddy Merckx, em sua homenagem. Nessa estação, existe uma caixa de vidro com a bicicleta que ele bateu o Recorde de Hora no México em 1972 (ver fotos), com ela posicionada em cima de um pedaço da pista de madeira do velódromo, com algumas fotos dele ao fundo e algumas inscrições, é de arrepiar ver aquela bike daquela forma naquela estação do metrô! Quanto a sua fábrica, fomos de trem e depois de ônibus, a fábrica não era longe da estaçãozinha de trem que descemos. Chegando lá, fomos recebidos pelo diretor de marketing da empresa, Peter Speltens, que nos disse que Eddy Merckx estava na Inglaterra e havia tirado uns dias de férias depois do Tour, onde ele acompanhou como um dos comentaristas e convidados. A fábrica também estava em férias coletivas, mas Peter explicou que ela só é aberta a visitação para empresas revendedoras das suas bicicletas, para futuros revendedores e distribuidores interessados, enfim parceiros comerciais da mesma, mas que Eddy Merckx costuma receber estrangeiros que trabalham com o ciclismo em geral, pessoalmente” comenta Giannini, concluindo:

“Como Peter estava de saída, fomos recebidos por um outro funcionário que trabalha no setor administrativo da fábrica, Guillaume Lecomte (foto), o qual entregamos uma carta escrita em inglês pela minha esposa, para que fosse entregue ao Eddy Merckx, felicitando-o em nome de todo o ciclismo brasileiro e particularmente do interior do estado de São Paulo, onde também deixei a ele de presente uma camisa de líder da Copa São Paulo, igual as que usamos no nosso campeonato, em que Guillaume me disse que ele iria gostar muito, e me entregou também como souvenir da fábrica um boné exclusivo e um catálogo de toda a equipe Quick Step 2011 que eles patrocinam. Enfim fomos bem recebidos e foi muito gratificante ter tido esse contato e levar um pouco da gente lá para eles”, conclui Giannini.

Confira a galeria de fotos da fábrica de Eddy Merckx:

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Imagens: Alessandro Giannini

Texto: Assessoria de Imprensa CSPC/ FPC