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Tour do Brasil-Volta Ciclística de SP: santista vence na serra de Campos e Eriberto mantém liderança

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O santista Diego Ares venceu a sétima etapa do Tour do Brasil - Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo, a etapa-rainha da competição. Os 53 quilômetros cronometrados entre Pidamonhangaba e Campos do Jordão são historicamente decisivos no Tour. Mas, ao contrário do ano passado, desta vez o líder individual conseguiu manter a camisa amarela após a dura subida de mais de 1140 metros até o Palácio Boa Vista, residência de inverno do Governo do Estado de São Paulo.

Diego Ares fez por merecer o título de o novo rei da montanha da competição, e usará a camisa azul neste domingo, na última etapa. "Meu objetivo sempre é vencer a Volta, mas o Eriberto e o Baiano saíram muito na frente logo nas primeiras etapas", desabafou o santista, que subiu da 10a para a quarta posição no geral. "Estou contente por poder disputar o terceiro lugar, mas principalmente por vencer em Campos. Chegar aqui em cima em primeiro é tudo o que eu sonhei na minha vida".

Além de Diego, a etapa teve dois outros "estreantes" em pódios nesse Tour. Nem o segundo colocado, o equatoriano Jorge Montenegro, nem o terceiro, Alan Maniezo, da Altolim/Assis/Amea, tinham subido no pódio até agora. O Equador mostrou que sua vocação é mesmo a subida e a Panavial foi a melhor equipe do dia e por muito pouco não colocou dois atletas no pódio. Com o resultado deste sábado, o Equador sobe da décima para a quinta posição por equipes. Pindamonhangaba segue liderando, com 7min59 sobre São Lucas Saúde/Giant/UAC/Americana. O time de Sorocaba, que admitiu na sexta-feira ter desistido da disputa por equipes para focar no atleta José Eriberto, está em terceiro, 9min56s atrás de Pindamonhangaba.

Neste sábado, no entanto, todos os olhos estavam voltados para a disputa entre os dois principais concorrentes ao título de campeão do Tour do Brasil, José Eriberto, da Padaria Real/Calói/Céu Azul Alimentos/Sorocaba e Flávio Santos, o Baiano, da Funvic/Pindamonhangaba. Os dois chegaram com o mesmo tempo, Eriberto em quinto e Baiano em sexto. Com isso, Eriberto leva sua vantagem de 42 segundos para a última etapa, um rápido trecho de 66 quilômetros, entre Jundiaí e São Paulo, e já comemora.

"Ganhar a Volta era um sonho. Eu tenho de agradecer a várias pessoas, mas dedico esse título ao Edgardo [Simon, técnico e companheiro de equipe]", falou Eriberto muito emocionado após a prova.

Espírito esportivo - Um dos nomes que o virtual campeão prova citou foi o de seu adversário. "O Baiano merece toda minha admiração. Na subida final, eu me envolvi em um acidente e ele esperou que eu me levantasse para não levar vantagem pela minha queda", revelou. Esperar um adversário caído ou com problemas faz parte de um código de ética não-escrito dos ciclistas, mas isso nem sempre é seguido à risca.

Mesmo sabendo que isso pode ter custado a chance de brigar pelo título, o técnico de Pindamonhangaba, Benedito Tadeu, o Kid, concorda com a atitude de seu atleta. "Foi muito nobre do baiano. Temos de lembrar que na segunda etapa ele estava junto com Eriberto quando furou duas vezes o pneu. Na primeira, o Eriberto esperou, na segunda, não". O próprio Baiano também não se arrepende de ter esperado. "O líder caiu, minha obrigação era esperar. É uma questão ética. Depois eu tentei atacar, mas ele pedalou forte e chegou junto comigo. A disputa foi em cima da bicicleta".

"Esse é o jeito certo de se ganhar e se perder", diz o técnico Kid. "O Baiano provou que é um grande atleta e um grande esportista. Se o pneu dele não tivesse furado pela segunda vez, ele seria o campeão dessa Volta", sentenciou.

Equipe médica teve trabalho - Além de desafiadora e decisiva, a etapa de Campos do Jordão é também uma das mais complicadas da Volta, com estradas sinuosas e sem acostamento. Apesar de ser uma etapa de subida, existem pelo menos dois trechos grandes de descida muito veloz, nos quais os ciclistas chegam a atingir mais de 80 km/h.

Neste sábado ocorreram três acidentes durante a prova. O primeiro deles foi o mais grave, envolveu 11 atletas, que caíram em uma curva logo após o prêmio de montanha, no km 28 da etapa. Seis foram levados ao Pronto-Socorro de Campos do Jordão, e liberados logo depois, a maioria com escoriações. Do grupo de atletas atendidos três ficarão fora da próxima etapa, o argentino Gabriel Brizuela (Start Cycling), Alvimanio das Chagas, (FW Engenharia/Três Rios/Amazonas Bike) e o jovem Joel Prado Jr. (Refactor/PZ Racing/DKS Bike/Santana de Parnaíba) de apenas 18 anos, terceiro colocado na primeira etapa, que teve fratura de clavícula.

Uma equipe médica de 11 pessoas e quatro veículos (três ambulâncias) está percorrendo mais de 1000 quilômetros pelo estado de São Paulo junto com o Tour do Brasil. O comboio médico, chefiado por Dr. Alexandre Ferreira, atende as mais variadas ocorrências. "Ao contrário do que se pode pensar, as quedas são raras, a maioria dos casos que atendemos são relacionados à fadiga, como desidratação e hipoglicemia", conta o traumatologista.

Outros 12 atletas não largam neste domingo por terem excedido o limite de tempo, que é de 20% sobre as 1h42min22s do vencedor, Diego Ares.

Última etapa - O trecho de 66 quilômetros entre Jundiaí e São Paulo larga às 7 horas e tem previsão de chegada no final da Ponte Estaiada, em São Paulo, às 8h30 aproximadamente. Os trajeto passa pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes antes de entrar na Marginal Pinheiros. O último trecho e um balanço das etapas anteriores será mostrado no Esporte Espetacular, na rede Globo de Televisão e o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, deve fazer a entrega do troféu ao vencedor.

Resultados da sétima etapa - Pindamonhangaba / Campos do Jordão - 53,2 km (cronometrados), média de 31,182 km /h

Individual
1- Diego Ares (Memorial/Santos/Giant) - 1h42min22s (10 segundos de bonificação)
2- Jorge Montenegro (Panavial/Equador) - a 8s (6 segundos de bonificação)
3- Alan Maniezzo (Altolim/Assis/Amea) - a 10s (4 segundos de bonificação)
4- Cleber Cuasquer (Panavial/Equador) - a 10s
5- Tiago Fiorilli (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - a 14s
6- José Eriberto (Padaria Real/Caloi/Céu Azul Alimentos/Sorocaba) - a 36s
7- Flávio Santos (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - a 36s

Meta Volante
1- Roberto Pinheiro (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - 5 pts.
2- Carlos França (São Francisco Saúde/Ribeirão Preto) - 3 pts.
3- Felipe Nardin (São Francisco Saúde/Ribeirão Preto) - 2 pts.

Prêmios de Montanha

Primeiro
1- Tiago Fiorilli (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - 7 pts.
2- Diego Ares (Memorial/Santos/Giant) - 5 pts.
3- Nelson Correia Jr. (Velo/Seme Rio Claro) - 4 pts.

Segundo
1- Diego Ares (Memorial/Santos/Giant) - 9 pts.
2- Jorge Montenegro (Panavial/Equador) - 7 pts.
3- Alan Maniezzo (Altolim/Assis/Amea) - 6 pts.

Equipes
1- Panavial/Equador - 5h08min58s
2- Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba - a 6s
3- São Lucas Saúde/Giant/UAC/Americana - a 2min56s
4- DataRo/Foz Iguaçu - a 7min01s
5- Padaria Real/Caloi/Céu Azul Alimentos/Sorocaba - a 7min45s

Classificação geral - após sete etapas

Individual
1- José Eriberto (Padaria Real/Caloi/Céu Azul Alimentos/Sorocaba) - 21h27min43s
2- Flávio Santos (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - a 42s
3- Tiago Fiorilli ((Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - a 3min21s
4- Diego Ares (Memorial/Santos/Giant) - a 3min31s
5- André Pulini (São Lucas Saúde/Giant/UAC/Americana) - a 4min11s
6- Elton Silva (São Lucas Saúde/Giant/UAC/Americana) - a 4min19s
7- Willian Chiarello (Velo/Seme Rio Claro) - a 4min51
8- Cleberson Weber (DataRo/Foz do Iguaçu) - a 5min12
9- Antonio Nascimento (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - a 5min14s
10- Edgardo Simon (Padaria Real/Caloi/Céu Azul Alimentos/Sorocaba) - a 5min39s

Por Pontos
1- Roberto Pinheiro (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - 37 pts.
2- Flávio Santos (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - 28 pts.
3- Edgardo Simon (Padaria Real/Caloi/Céu Azul Alimentos/Sorocaba) - 24 pts.

Prêmio Montanha
1- Diego Ares (Memorial/Santos/Giant) - 19 pts.
2- Antonio Nascimento (Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba) - 13 pts.
3 - Jocemildo Pereira (ADF Liniers/São Paulo) - 11 pts.
4- José Eriberto (Padaria Real/Caloi/Céu Azul Alimentos/Sorocaba) - 10 pts.
5- Danubio Alencar (Altolim/Assis/Amea) - 9 pts.

Equipes
1- Funvic/Marcondes Cesar/Pindamonhangaba - 64h29min26s
2- São Lucas Saúde/Giant/UAC/Americana - a 7min59s
3- Padaria Real/Caloi/Céu Azul Alimentos/Sorocaba - a 9min56s
4- Memorial/Santos/Giant - a 16min57s
5- Panavial/Equador -a 17min18s

A elite do ciclismo da América Latina - 20 equipes, sendo 14 nacionais e 6 de outros cinco países - está percorrendo as cidades do interior paulista buscando pontos para o ranking da União Ciclística Internacional (UCI). O evento tem oito etapas bastante variadas. Algumas longas, outras curtas, de montanha e contra-relógio, características técnicas que o definem como o melhor do País e um dos mais importantes das Américas.

Última etapa:
8ª etapa, dia 23 - Jundiaí - São Paulo - 72 km (SP 330, 348, Marginal Pinheiros) - largada : 7h05min - chegada: 8h35min

Total de competição : percorridos até a sétima etapa 835,3 km cronometrados - 38.920 km/h.
Total previsto com trechos neutralizados : 1.282,3 (320km neutralizados)

O 8° Tour do Brasil - Volta Ciclística Internacional do Estado de São Paulo 2011 é uma realização e organização da Rede Globo, Yescom, Ideeia, Governo do Estado de São Paulo, Federação Paulista de Ciclismo e Confederação Brasileira de Ciclismo, com transmissão da Rede Globo, SporTV e Globo Internacional. O patrocínio de arena é da Redecard e Fisk Centro de Ensino, com co-patrocínio de Montevérgine e HCor e apoio da Refactor. O apoio especial é da Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo, SecretariaEstadual dos Transportes, Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Turismo de São Paulo, das prefeituras de Marília, Bauru, São Carlos, Rio Claro, Sorocaba, Atibaia, Pindamonhangaba, Campos do Jordão, Jundiaí e São Paulo, Artesp e das concessionárias Dersa, DER, Rota das Bandeiras, Eco Pista, Triângulo do Sol, Colinas, Rodovias do Tietê, CCR Autoban, Centrovias GrupoOHL, CCR. A supervisão é da União Ciclística Internacional , da Confederação Brasileira de Ciclismo , Federação Paulista de Ciclismo e Ideeia.

Imagens: Márcio Kato

Fonte: Divulgação - ZDL